Diesen Artikel gibt es noch nicht in deiner Sprache.

Polimento para a maratona: quanto reduzir e o que manter

Quanto cortar do volume nas 2 a 3 semanas finais, o que manter (intensidade e frequência), tabela de polimento de 3 semanas e os erros que estragam a prova.

Von Trainer und Gründer von Magic Training

12 Min. Lesezeit

Corredor visto de costas no asfalto durante uma maratona

Dezesseis ou dezoito semanas de treino para a maratona terminam com duas ou três semanas em que você corre menos. Essa fase, o polimento (taper, em inglês), é a que mais gera dúvida e a que mais gente executa mal: corta demais, corta de menos ou corta a coisa errada. Entre mais de 158 mil maratonistas amadores analisados por Smyth e Lawlor (2021), quem fez um polimento disciplinado de três semanas terminou a prova, na mediana, 5 min 32 s mais rápido (2,6%) do que quem fez um polimento mínimo. A maioria (64%) estava no grupo dos polimentos relaxados.

Este guia reúne o que a pesquisa diz sobre duração, quanto cortar e o que preservar. Mostra como cinco planos de maratona do catálogo resolvem essas semanas e termina com uma tabela de três semanas para adaptar ao seu treino para maratona.

Em resumo

  • Duração: 2 a 3 semanas. A meta-análise de Bosquet (2007) aponta 2 semanas como ponto ótimo; os dados de maratonistas amadores favorecem até 3, sem ganho na quarta.
  • Volume: redução progressiva de 41 a 60% até a semana da prova, tirada das rodagens fáceis e do longão.
  • Intensidade e frequência: mantidas. Treinos de qualidade ficam mais curtos, não mais lentos; os dias de corrida continuam quase os mesmos.
  • Ganho esperado: cerca de 3% (faixa de 0,5 a 6%), cerca de 6 minutos numa maratona de 3h30.
  • Nada novo na última semana. Se a balança subir, é glicogênio com água, não gordura.

Por que o polimento funciona

Polimento é, na definição de Mujika e Padilla (2003), uma redução progressiva e não linear da carga de treino para minimizar a fadiga acumulada sem comprometer as adaptações. A fórmula que eles resumem: manter a intensidade, reduzir o volume (em alguns esportes, até 60 a 90%) e reduzir pouco a frequência, no máximo 20%. O desempenho costuma melhorar cerca de 3%, com faixa usual de 0,5 a 6%.

Esse ganho não vem de ficar mais forte nas duas últimas semanas. Vem de parar de esconder a forma debaixo do cansaço. A revisão de Mujika, Padilla, Pyne e Busso (2004) lista o que muda no corpo. O glicogênio muscular sobe progressivamente, o volume de sangue e de glóbulos vermelhos aumenta, força e potência melhoram de forma marcada e os marcadores de dano muscular caem. O atleta relata menos distúrbio de humor, menor percepção de esforço e sono melhor.

Descansar por completo não produz o mesmo efeito. No experimento de Shepley e colegas (1992), nove meio-fundistas treinados passaram por três polimentos de 7 dias: alta intensidade com baixo volume, baixa intensidade com volume moderado, e só descanso. O tempo até a exaustão no ritmo de 1500 m subiu 22% depois do polimento intenso e 6% depois do leve. Depois do descanso total, caiu 3%, e o volume sanguíneo diminuiu. Polimento é treinar menos, não parar de treinar.

Quanto tempo: duas ou três semanas?

A meta-análise de Bosquet, Montpetit, Arvisais e Mujika (2007), com 27 estudos em atletas competitivos de várias modalidades, encontrou o maior efeito em polimentos de 2 semanas. Os dados específicos de maratona apontam um pouco mais longe. Em Smyth e Lawlor (2021), polimentos de até 3 semanas foram associados a tempos melhores que os mais curtos, e a quarta semana não acrescentou nada. Entre maratonistas de elite britânicos, a duração mediana era de 14 dias, contra 6 dias nos corredores de 3000 m a 10.000 m (Spilsbury e colegas, 2015).

Dois critérios ajudam a escolher dentro dessa faixa:

  • Carga acumulada. Acima de 80 km por semana, ou com sinais de fadiga no fim do ciclo (sono ruim, frequência cardíaca de repouso alta, treinos de qualidade sem resposta), as 3 semanas compensam. Abaixo de 50 km, ou num plano de alta frequência como o Hansons, 10 a 14 dias costumam bastar.
  • Disciplina. Nos dados de Smyth e Lawlor, "estrito" significa cada semana com menos quilômetros que a anterior, em sequência até a prova. O polimento relaxado (uma semana baixa, outra alta, outra baixa) perdeu para o estrito em todas as durações. A queda não precisa ser cada vez maior; precisa ser uma descida sem degraus para cima.

Os autores lembram que o estudo é observacional: quem polia melhor pode também ter treinado melhor. A direção, porém, coincide com os estudos controlados em atletas treinados.

Quanto cortar do volume (e de onde)

Bosquet e colegas encontraram o maior efeito com redução de volume de 41 a 60%, feita de forma exponencial (cortes progressivos) em vez de um degrau único. Para a maratona, essa faixa é a referência prática: os maratonistas de elite de Spilsbury reduziram a corrida contínua para 53% do normal e o volume de intervalados para 64%.

O corte vem das rodagens fáceis e do longão, não dos dias de treino. Um padrão que respeita a pesquisa: 20 a 25% a menos na terceira semana antes da prova, 40% a menos na segunda, 55 a 60% a menos na semana da prova, contando até o sábado.

O que cinco planos do catálogo fazem nas últimas três semanas

Para ver como os métodos conhecidos aplicam isso, calculamos o volume semanal de cinco planos de maratona do catálogo do Magic Training com o mesmo motor que a página do plano usa, contando a semana da prova até a véspera. Os números são a porcentagem da semana de pico de cada plano.

PlanoPico3 semanas antes2 semanas antesSemana da prova (6 dias)
Pfitzinger/Douglas 90 km, 18 sem88 km51 km (58%)46 km (52%)36 km (41%)
Daniels Intermediário, 24 sem98 km54 km (56%)47 km (49%)22 km (22%)
Hansons, 18 sem90 km78 km (86%)77 km (85%)39 km (43%)
Seiler polarizado intermediário, 16 sem5h454h19 (75%)3h00 (52%)1h43 (30%)
Hal Higdon iniciante 1, 18 sem51 km46 km (90%)34 km (67%)14 km (27%)

Os métodos discordam sobre quando começar a descer e concordam sobre onde chegar: todos terminam a semana da prova entre 22 e 43% do pico. O Pfitzinger desce cedo, em degraus suaves. O Daniels corta mais fundo na última semana. O Hansons segura 85% até dez dias antes e então corta pela metade, com o último treino forte a exatamente dez dias da prova e corrida em cinco dos seis dias finais. Luke Humphrey, coautor do método, fala em 10 a 14 dias de "porcentagens menores de quilometragem e frequência de treinos, mantendo a intensidade diária". O maior erro que ele vê é "cortar demais do treino durante o polimento": o corredor fica "lento, como quem dormiu demais" (Humphrey, 2019).

O que manter: intensidade e frequência

Na meta-análise de Bosquet, o melhor resultado veio dos polimentos que não mexeram nem na intensidade nem na frequência. Em Houmard e colegas (1994), corredores treinados cortaram 85% do volume por 7 dias e mantiveram intervalados de alta intensidade: baixaram 3% o tempo nos 5 km e melhoraram 6% a economia de corrida. Quem fez o mesmo polimento pedalando apenas manteve o desempenho. Entre os maratonistas de elite de Spilsbury, a intensidade de pico dos intervalados no polimento ficou em 114% da velocidade de prova.

Na prática, para a maratona:

  • Treinos de qualidade continuam, mais curtos. Se o treino padrão era 6 × 1 km, faça 3 ou 4 × 1 km no mesmo ritmo. Se eram 10 km em ritmo de maratona dentro do longão, faça 5 ou 6 km. O intervalado perde repetições, não velocidade.
  • Ritmo de prova é o ingrediente que não sai. Um bloco curto em ritmo de maratona na terça ou quarta da semana da prova mantém a sensação do ritmo e a economia naquela velocidade. Confirme o número com a sua previsão de ritmo atualizada, não com a esperança de uma semana descansada.
  • Dias de corrida ficam quase os mesmos. Quem corre seis dias por semana corre cinco ou seis, com sessões mais curtas. Mujika e Padilla recomendam reduzir a frequência em no máximo 20%: um dia em seis, não três.
  • Tiros curtos entram no lugar do volume. Quatro a seis acelerações de 15 a 20 segundos depois de uma rodagem fácil mantêm cadência e potência sem gerar fadiga.
  • Força também faz polimento. Última sessão pesada a pelo menos dez dias da prova; na semana final, só mobilidade e ativação leve. É recomendação de prática de treino, não de estudo controlado.

Magischer Tempo-Rechner

Finde deine Trainingstempi

Gib einen aktuellen Wettkampf ein und erhalte die Tempi für jede Zone: locker, Schwelle, Intervall und Wettkampftempo.

Meine Tempi berechnen

Exemplo: polimento de 3 semanas

A tabela aplica a faixa da pesquisa a dois picos comuns. A semana da prova conta seis dias, de segunda a sábado, com a maratona no domingo. Mantenha o longão nas suas zonas de treino habituais: o ritmo não muda, só a distância.

SemanaVolume (vs. pico)LongãoQualidadePico de 60 kmPico de 90 km
3 semanas antes75 a 80%22 a 26 km, com 6 a 8 km em ritmo de maratona1 sessão normal (ex.: 5 × 1 km ou 2 × 3 km em limiar)45 a 48 km68 a 72 km
2 semanas antes55 a 65%14 a 18 km fácil1 sessão com metade das repetições, mesmo ritmo33 a 39 km50 a 58 km
Semana da prova (seg a sáb)35 a 45%nenhumterça ou quarta: 3 × 1 km em ritmo de maratona; quinta: 4 a 6 tiros curtos21 a 27 km32 a 40 km

Se o seu plano for do tipo Hansons, com seis dias de corrida e volume alto até o fim, troque as duas primeiras linhas por 85% e mantenha a terceira: o ponto de chegada é o mesmo.

Os erros mais comuns

Cortar a intensidade junto com o volume

É o erro mais caro e o mais intuitivo: "estou descansando, então vou correr tudo devagar". O polimento de baixa intensidade em Shepley rendeu um terço do ganho do polimento intenso, e o descanso completo deu resultado negativo. Duas semanas só de trote tiram do corpo o ritmo que ele precisa reconhecer no quilômetro 30.

Testar algo novo

Tênis, gel, cinto, exercício de força, massagem profunda. A última semana não tem tempo de reação para corrigir o que der errado. Tudo que vai para a prova precisa ter passado por um longão antes, inclusive a estratégia de nutrição e hidratação.

O treino do pânico

Dez dias antes, a sensação de "estou perdendo forma" leva muita gente a enfiar um longão de 30 km ou um teste de ritmo no meio do polimento. Nos dados de Smyth e Lawlor, isso transforma um polimento estrito em relaxado, justamente o padrão associado a tempos piores. A forma da prova foi construída nas 15 semanas anteriores; nenhuma sessão nos últimos 10 dias acrescenta, e várias podem tirar.

Balança e carboidratos

Ver o peso subir nas últimas duas semanas é comum. Parte é glicogênio: o músculo armazena cada grama de glicogênio com pelo menos 3 g de água (Fernández-Elías e colegas, 2015). Esse peso é o combustível que você quer carregar na largada. Restringir carboidrato para "compensar" o treino menor sabota a prova. O gasto energético diário cai no polimento (Mujika e colegas, 2004), então o apetite tende a se ajustar sozinho; a sobrecarga de carboidrato dos últimos dois ou três dias é assunto para um artigo à parte.

Tratar o polimento como férias

Dormir tarde, pular dias de corrida, mudar a rotina de comida e sono. A frequência preservada é um dos componentes que fazem o polimento funcionar, e a rotina é o que a preserva. Humphrey resume: mantenha a rotina enquanto reduz o trabalho aos poucos.

A semana da prova, dia a dia

Com a maratona no domingo, uma semana que respeita as três regras (menos volume, intensidade presente, frequência mantida):

  • Segunda: 30 a 40 min fácil, ou folga se o plano previa.
  • Terça: aquecimento, 3 × 1 km em ritmo de maratona com 2 min de trote, volta à calma. 8 a 10 km no total.
  • Quarta: 30 a 40 min fácil.
  • Quinta: 25 a 30 min fácil com 4 a 6 tiros de 15 a 20 segundos.
  • Sexta: folga, ou 20 min bem leves se a folga deixar você ansioso.
  • Sábado: 15 a 20 min de trote com 2 ou 3 acelerações curtas. Pés para cima o resto do dia: a feira da prova não é lugar de passar três horas em pé.
  • Domingo: prova. Nos primeiros 5 km, o ritmo planejado vai parecer fácil demais. É o polimento funcionando; não gaste isso antes do km 30.

Duas noites antes da prova é o sono que importa; a véspera costuma ser ruim para todo mundo. Carregue o treino da prova no relógio com os alertas de ritmo configurados, confira a sincronização e não mexa em mais nada.

E na meia maratona?

A meia exige menos recuperação e, portanto, um polimento menor: 7 a 14 dias costumam bastar. A referência de 2 semanas de Bosquet se aplica bem, e os corredores de elite de até 10.000 m estudados por Spilsbury poliam por apenas 6 dias. Um esquema que funciona para quem segue um plano de treino para meia maratona: último longão de 16 a 18 km a 10 dias da prova, volume 30% menor na penúltima semana e 50% menor na semana da prova. Na última semana, uma sessão curta de limiar (ex.: 3 × 2 km) na terça ou quarta e pelo menos um bloco em ritmo de prova.

Perguntas frequentes

Vou perder condicionamento em três semanas correndo menos?

Não, desde que a intensidade continue. As perdas descritas na literatura de destreinamento, como queda do consumo máximo de oxigênio e do volume sanguíneo, acontecem quando o estímulo se torna insuficiente, em geral com a interrupção do treino (Mujika e Padilla, 2000). O polimento mantém o estímulo e corta a fadiga; por isso o efeito médio nos estudos é positivo.

Posso correr uma prova curta durante o polimento?

Uma prova de 5 ou 10 km a duas ou três semanas da maratona pode substituir o treino de qualidade da semana e ajuda a calibrar o ritmo. Na semana da prova, não: o custo de recuperação não compensa.

O que fazer se eu sentir dores estranhas no polimento?

É comum: com menos fadiga, o corpo "escuta" pequenos incômodos que o treino pesado mascarava. Dor que não piora ao correr e não altera a passada em geral não é motivo para mudar o plano. Dor que muda a passada merece avaliação antes da prova.

Depois da linha de chegada, o trabalho muda de nome: recuperação pós-prova. O polimento bem feito costuma encurtar essa fase também.

Referências

  • Bosquet L, Montpetit J, Arvisais D, Mujika I. Effects of tapering on performance: a meta-analysis. Medicine & Science in Sports & Exercise, 2007;39(8):1358-65. PubMed 17762369
  • Mujika I, Padilla S. Scientific bases for precompetition tapering strategies. Medicine & Science in Sports & Exercise, 2003;35(7):1182-7. PubMed 12840640
  • Mujika I, Padilla S, Pyne D, Busso T. Physiological changes associated with the pre-event taper in athletes. Sports Medicine, 2004;34(13):891-927. PubMed 15487904
  • Mujika I, Padilla S. Detraining: loss of training-induced physiological and performance adaptations. Part I: short term insufficient training stimulus. Sports Medicine, 2000;30(2):79-87. PubMed 10966148
  • Smyth B, Lawlor A. Longer disciplined tapers improve marathon performance for recreational runners. Frontiers in Sports and Active Living, 2021;3:735220. PMC8506252
  • Spilsbury KL, Fudge BW, Ingham SA, Faulkner SH, Nimmo MA. Tapering strategies in elite British endurance runners. European Journal of Sport Science, 2015;15(5):367-73. PubMed 25189116
  • Houmard JA, Scott BK, Justice CL, Chenier TC. The effects of taper on performance in distance runners. Medicine & Science in Sports & Exercise, 1994;26(5):624-31. PubMed 8007812
  • Shepley B, MacDougall JD, Cipriano N, Sutton JR, Tarnopolsky MA, Coates G. Physiological effects of tapering in highly trained athletes. Journal of Applied Physiology, 1992;72(2):706-11. PubMed 1559951
  • Fernández-Elías VE, Ortega JF, Nelson RK, Mora-Rodriguez R. Relationship between muscle water and glycogen recovery after prolonged exercise in the heat in humans. European Journal of Applied Physiology, 2015;115(9):1919-26. PubMed 25911631
  • Humphrey L. First Marathon Series Part 6: The Taper. Luke Humphrey Running, 26 fev. 2019. lukehumphreyrunning.com
  • Volumes dos planos do catálogo calculados em 19 out. 2026 com o mesmo cálculo de volume da página de cada plano, semana da prova contada até a véspera.

Finde deinen Plan

Welcher Plan passt zu deinem nächsten Wettkampf?

Beantworte ein paar Fragen zu Distanz, Ziel und Alltag und sieh dir die Pläne an, die zu deiner Situation passen.

Meinen Plan finden